O concurso BB diante da crise

No artigo, o prof. Fidel Ribeiro avalia a situação do próximo concurso do Banco do Brasil para Escriturário com base na atual conjuntura econômica e de saúde pública do país. 


Em meio ao cenário atual de pandemia, conflitos políticos entre os três poderes e até mesmo uma proposta de desestatização quase que total das empresas estatais, publicamente defendida pelo Ministro da Economia, pairam sob a mente do concurseiro bancário uma série de incertezas. Ainda é viável estudar para concursos bancários? Podemos considerar a área bancária uma opção em termos de expectativa de conquistar um espaço nos quadros da administração pública?

Bom, todas essas dúvidas – mais do que isso, angústias – são extremamente normais. Hoje, escrevo especialmente pensando em vocês, que estão vivenciando em suas mentes todos esses questionamentos. Espero que, ao fim deste breve texto, eu consiga ser capaz de, em um primeiro momento, tranquilizá-los e, como meta principal: motivá-los, pois o concurso do Banco do Brasil, inequivocamente, vem aí, senhores. E cabe a nós estarmos preparados para que possamos alcançar nossos objetivos. 

Com relação à pandemia: a covid-19 é uma realidade. Não há como apertarmos um botão e ele simplesmente desaparecer de nossas vidas. Logo, há uma certeza, ou, pelo menos, uma grande probabilidade: enquanto não dobrarmos a curva e ao menos iniciarmos a diminuição dos efeitos do vírus em nosso país, o concurso do Banco do Brasil possivelmente não será realizado. 

Todavia, este cenário de “atraso” na publicação do edital não pode ser entendido como um prejuízo e, sim, como uma oportunidade de anteciparmos nossa preparação. Aqueles que aproveitarem esse tempo extra para realizarem uma preparação qualificada certamente sairão na frente de todos os outros milhares que, neste momento, encontram-se ociosos, fazendo-se perguntas como “será que sai mesmo?”. 

É claro que sai! Vai ter concurso do Banco do Brasil, sim. Quanto à covid, como em todos os outros países, em algum momento vamos passar pela diminuição dos números. 

Quanto a uma possível privatização: vocês perceberam que, desde que o novo governo assumiu a chefia da administração pública, em nenhum momento o Presidente da República comentou sobre tal desejo? Eis que o próprio Presidente da República mostra uma grande preocupação com os bancos públicos, vindo, inclusive, a tecer vários elogios públicos ao Ministro da Fazenda pela boa condução à frente dos bancos e pela transparência das informações que lhe vem sendo passadas, demonstrando claramente estar satisfeito com o cenário atual. Logo, não vejo quaisquer preocupações no sentido de não haver concurso por eventual privatização, pois ninguém mais fala nisso. 

Percebam, por outro lado, que todas essas discussões apenas favorecem o candidato que realmente deseja construir seu futuro em um banco público. Isso porque muitos, pela superficialidade das informações colhidas, vêm desistindo da área bancária e trocando seu foco para outros ares, como, por exemplo, para Tribunais, MPs, etc. 

Logo, o concurseiro bancário raiz, que não desiste e luta por seus sonhos, certamente estará preparado e alcançará um bom resultado na prova do Banco do Brasil, que, em breve, sem sombra de dúvidas, vai acontecer. 

Do limão, façam uma limonada: em certo momento da história, um rei tirano ditador prendeu um homem inocente. Naquela época, as prisões não eram penas pelo cometimento de crimes, mas sim instrumentos para “guardar” o criminoso até o seu julgamento, onde seria escolhido o castigo que normalmente era a pena de morte pela guilhotina. O preso inocente aguardava seu julgamento sempre confiante, sem nunca fraquejar, pois tinha certeza que sairia livre. Chegada a data de seu julgamento, o ditador, que procurava aparentar o aspecto de “rei honesto e de palavra”, reuniu toda a população em praça pública e anunciou o seguinte: “para este homem, eu darei o seguinte julgamento: vou pegar dois papéis, escrever em um deles inocente e em outro culpado; vou colocar um em cada mão sem que ele saiba qual é e ele terá de escolher uma das mãos; se for inocente, Deus vai lhe fazer escolher a mão que dirá inocente e ele estará livre para sempre; se for culpado, vai escolher a outra mão e será morto agora mesmo”. Porém, na hora de escrever as palavras nos dois pedaços de papel, o preso viu que o ditador escreveu em ambos os papéis a palavra culpado. Todo o cenário à sua volta era desfavorável. E o que ele fez? Transformou a adversidade em um ponto a seu favor. Ao escolher um dos papéis, que necessariamente diria culpado, em vez de abri-lo, colocou-o na boca e o engoliu. O ditador revoltado disse: “agora, como saberemos se és culpado ou inocente?”. O preso respondeu: “Vossa Majestade, basta o senhor abrir o papel que está na sua outra mão, se disser culpado, é porque eu escolhi e engoli o papel que diz inocente, a não ser que o senhor estivesse trapaceando”. Foi liberado naquele instante. 

E qual o melhor lugar para transformarmos este cenário nacional e mundial de adversidades em uma oportunidade de crescimento? Nem preciso dizer! Quando falamos em área bancária, falamos de A Casa do Concurseiro, agora, com uma equipe totalmente renovada e preparada para encurtar o seu caminho até a aprovação. Venha com a Casa e se prepare para vencer. Forte abraço do professor Fidel a todos e bons estudos. 

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